Riscos do consumo da Vitamina D em excesso

Diversos estudos mundiais, divulgados nos últimos anos, pregam que é importante consumir vitamina D para prevenção de doenças cardiovasculares, doenças autoimunes, câncer, depressão, fibromialgia, autismo e até para melhorar o desempenho na atividade física. No entanto, existe um consumo exagerado e desnecessário desses suplementos no Brasil e não há evidências científicas confiáveis desses benefícios.

O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) informa que a venda de suplementos de vitamina D nas farmácias e drogarias brasileiras representou R$ 195,8 milhões em 2014 e R$ 588,5 milhões em 2017, um crescimento de cerca de 200%. No Estado de São Paulo, a rede farmacêutica faturou R$ 63,8 milhões em 2014 e, três anos depois, R$ 188,3 milhões, um aumento de mais de 195%.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a vitamina D é um pré­-hormônio produzido a partir da ação do raio ultravioleta B na pele.

A médica Soraya acrescenta que a vitamina D, facilitadora da absorção de cálcio no organismo, é obtida com o banho de sol, de 10 a 15 minutos por dia, de preferência entre 10 e 15 horas, expondo os braços e as pernas, pelo menos três vezes por semana. No inverno, a produção da vitamina D pela pele pode ser reduzida, de acordo com a região do País. No entanto, em pessoas sadias, não é necessária a reposição com suplemento, esclarece.

A vitamina D também é obtida através de alimentos como óleo de fígado de bacalhau e peixes gordurosos (salmão, atum, cavala), porém, em quantidades inferiores à necessidade diária. Sendo assim, a principal fonte de captação de vitamina D entre as pessoas sadias é a síntese cutânea através do sol.

Grupos de risco – Ela diz que apenas idosos, mulheres com diagnóstico de osteoporose e osteopenia, pacientes submetidos à cirurgia bariátrica e outros grupos específicos precisam de reposição de vitamina D. Definida pelo médico, casos de deficiência de vitamina D recebem altas doses do suplemento durante oito semanas e, depois, dose reduzida de manutenção para controlar o problema de saúde.

Casos de contraindicação para exposição solar, como pacientes com câncer e lúpus devem receber suplemento de vitamina D com orientação médica.

O Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral da SBEM informa que a taxa maior de 20 nanograma por mililitro (ng/mL) é o desejável para população geral saudável. Entre 30 e 60 ng/mL é a taxa recomendada para grupos de risco como idosos, gestantes, pacientes com osteomalácia, raquitismos, osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, doenças inflamatórias, doenças autoimunes e renal crônica e pré-bariátricos.

Entre 10 e 20 ng/mL é considerado baixo com risco de fraturas e perda de massa óssea. Menor do que 10 ng/mL é muito baixo, com risco de evoluir com defeito na mineralização óssea (osteomalácia e raquitismo).

Nos casos de deficiência de vitamina D, informa a SBEM, o paciente inicialmente pode não relatar sintomas. Quando as queixas aparecem é importante ficar atento à fadiga, fraqueza muscular e dor crônica. A médica Soraya destaca que apenas grupos de risco devem realizar exames frequentes para acompanhar o nível de vitamina D.

Intoxicação – A SBEM informa ainda que a taxa acima de 100 ng/mL é considerada elevada, com risco de hipercalcemia (quando a quantidade de cálcio no sangue é maior do que a normal) – caso de intoxicação.

A endocrinologista Soraya alerta que o consumo de alta dose de vitamina D, por tempo prolongado, provoca intoxicação medicamentosa e diversas complicações: “Elevada quantidade de cálcio circula no sangue e é eliminado na urina, o que poderá acarretar excesso de urina, desidratação, desorientação e cálculo renal (a popular “pedra nos rins”). Sem tratamento médico adequado, a longo prazo, o paciente poderá sofrer com a perda da função renal”, alerta a especialista da FMRP da USP.

Fonte: CRF-SP

Precisando de consultoria para sua farmácia?

Precisa de ajuda para se credenciar no Programa Aqui Tem Farmácia Popular ou para se cadastrar na Anvisa? Fale conosco, nós temos opções de consultoria para auxiliá-los nesses processos. Caso precise do software para as vendas do Programa Farmácia Popular ou para as transmissões do SNGPC para Anvisa, nós temos os softwares Farmácia Popular One e SNGPC One! Entre em contato conosco pelo telefone: (14) 3221-7067 ou email: sac@aelian.com.br!

 

← POST ANTERIOR

PRÓXIMO POST →

Cadastre-se e receba mais conteúdo grátis