O que são antibióticos beta lactâmicos

A monitorização terapêutica dos antibióticos betas lactâmicos é uma estratégia clínica importante que visa analisar as alterações laboratoriais relacionadas à inefetividade medicamentosa ou aparecimento de reações adversas.

Considerado como uma classe farmacológica eficaz no tratamento de infecções em diversos sítios, é preciso controlar as manifestações clínicas e laboratoriais para não gerar resistência à utilização desses fármacos.

O processo é simples e requer conhecimentos acerca da farmacologia, análise de parâmetros bioquímicos e verificação do tempo de tratamento que mostrarão os problemas e facilitará a tomada de decisão pelos profissionais clínicos.

Quais são os antibióticos betas lactâmicos?

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O grupo dos antibióticos beta lactâmicos é formado pelas penicilinas, cefalosporinas, cefamicinas, carbonêmicos, monobactâmicos dentre outros. A estrutura química característica desses compostos é o núcleo beta lactâmico.

O mecanismo de ação desses medicamentos se dá mediante a inibição da síntese da parede celular das bactérias, impedindo a ligação cruzada dos peptideoglicanos, substância que confere proteção ao microrganismo.

Os betas lactâmicos são medicamentos indicados para tratamento de infecções causadas por cocos gram positivos em pacientes não alérgicos, em condições infecciosas do aparelho respiratório dentre outras.

Exemplo de beta lactâmico: amoxicilina + ácido clavulânico

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Para facilitar a compreensão e devido à diversidade de representantes dessa classe, abordaremos as informações relacionadas ao medicamento amoxacilina 500 mg/ml + ácido clavulânico 12,5MG/ml na apresentação de suspensão oral.

Inicialmente é preciso avaliar a dosagem conforme o peso do paciente, considerando o intervalo de administração e dose recomendada para a infecção a ser tratada. Sendo assim, para otite média em crianças com menos de 40 kg a recomendação é de 90 mg/kg/dia a cada 12 horas enquanto que para infecções do trato respiratório inferior é necessário 45mg/kg/dia a cada 12 horas.

Também devem ser analisadas as reações adversas mais comuns como diarreia, rush, desconforto abdominal, náuseas e vômitos, vaginites, dentre outros que podem incomodar significativamente o paciente.

Monitorização terapêutica dos betas lactâmicos

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Avaliar o tratamento com beta lactâmico implica em considerar as interações medicamentosas mais comuns, identificar os exames laboratoriais que indicam alteração na funcionalidade dos órgãos e prever possíveis complicações.

Para a monitorização terapêutica da amoxacilina + ácido clavulânico devem ser consideradas interação com antiácidos e podem ser administrados na presença de alimentos, pois esses aumentam a absorção do medicamento.

Se a utilização for prolongada, deve-se monitorar a presença de glicose e proteína na urina (glicosúria e proteinúria), tempo de protrombina e tromboplastina e sintomas de colite pseudomembranosa.

A monitorização terapêutica de beta lactâmico é uma ferramenta importante do farmacêutico clínico que avalia a efetividade e segurança do tratamento preconizado. Além das informações técnicas relacionadas à reconstituição e armazenamento, outras orientações devem ser apresentadas ao paciente. Essas incluem a observação de sintomas desagradáveis e alterações laboratoriais importantes.

Fonte: Blog do farmacêutico

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