Como fazer a conciliação de medicamentos?

A segurança na prescrição e uso de medicamentos é uma das principais preocupações de órgãos de saúde ao redor do mundo. Por isso, o I Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas, que ocorreu de 15 a 18 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR), contou com a presença dos especialistas Cesar Augusto Antunes Teixeira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Diana Domingues da Camara Graça, do Instituto Fernandes Figueira (IFF-Fiocruz), para ministrar a oficina sobre conciliação de medicamentos.

Conciliação de medicamentos: como fazer?

O professor Cesar Augusto Antunes Teixeira explica que a conciliação de medicamentos é elencada como um serviço clínico, sendo uma atividade que tem como essência fazer fluir as informações sobre os diversos medicamentos utilizados por um mesmo paciente. “É uma forma de não deixar que esses dados se percam no trajeto de cuidado à saúde do usuário de medicamentos que, geralmente, percorre o caminho que envolve hospital, consulta em médicos de variadas especialidades, e termina na farmácia”.

Segurança do paciente

Além disso, a tecnologista em assistência farmacêutica Diana Domingues da Camara Graça, enfatiza que a conciliação de medicamentos é uma questão de segurança do paciente e faz parte de um grande esforço internacional, que envolve a Organização Mundial de Saúde (OMS), e no Brasil, com o Programa Nacional de Segurança do Paciente, do Ministério da Saúde. “A prática funciona como uma porta de entrada para outros serviços, pois o profissional farmacêutico tem um contato direto com os pacientes, nos diferentes níveis de atenção, e também pode encaminhar esses casos para outros serviços”.

De acordo com o docente, a conciliação é muito específica em resolver esse problema de como as informações podem se perder na medida em que a pessoa está sendo cuidada por muitos profissionais de saúde. Para ele, o farmacêutico entra com muita força nisso, com muita capacidade de agregar nessa meta de segurança. “Quanta informação pode se perder sobre o que ele usa, o que ele poderia usar e o que ele deveria usar, quando ele migra entre os diferentes profissionais que vão cuidar da saúde dele? A conciliação tem esse caráter de fazer todo mundo ficar sabendo de tudo”, acredita Cesar Augusto Antunes Teixeira.

A oficina ocorreu no último dia do I Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas e proporcionou uma troca de experiências entre quem já atua na área e aqueles que têm interesse ampliar o raciocínio clínico na área de conciliação de medicamentos. “As pessoas trouxeram muitas dúvidas de como desenvolver esse senso crítico e competências para implantar novos serviços nas suas unidades”, conclui Diana Domingues.

Fonte: Conselho federal de farmácia

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