Como montar um consultório farmacêutico – Parte 2

Na semana passada falamos sobre quais são as exigências iniciais para se montar um consultório farmacêutico. Hoje vamos falar sobre os equipamentos necessários, quais colaboradores contratar, entre outros assuntos.

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Equipamentos necessários

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A definição dos equipamentos necessários depende diretamente dos serviços a serem oferecidos. Nesta análise é importante que o farmacêutico empreendedor saiba diferenciar serviços farmacêuticos de serviços de saúde.

Os serviços farmacêuticos compreendem basicamente a análise da farmacoterapia, a conciliação de medicamentos prescritos, o manejo de doenças autolimitadas e o acompanhamento farmacoterapêutico. Os principais equipamentos para a prática desses serviços são o conhecimento e a expertise clínica do profissional.

Entretanto, o farmacêutico pode se apoiar em um aplicativo informatizado para a gestão dos serviços e em referências bibliográficas de qualidade, entre livros e bancos de dados de informações clínicas na internet.

Já os serviços de saúde, que complementam e integram os serviços farmacêuticos, requerem instrumentos específicos para a sua realização. São exemplos: esfigmomanômetro com estetoscópio, aparelho determinador de glicemia, insumos para aplicação e administração de medicamentos, refrigerador com controle de temperatura para armazenamento de vacinas, entre outros.

A estrutura geral se assemelha muito a de qualquer outro consultório de cuidado à saúde, envolvendo cadeiras, mesas, computadores, maca, pia com água corrente, entre outros, respeitando a legislação sanitária específica ou aquela que melhor se aplicar.

Colaboradores

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Esta questão também deve ser respondida de forma diferenciada, dependendo da natureza e modelo do negócio. Os consultórios instalados em farmácias ou drogarias já contarão com o suporte de RH já existente no estabelecimento. Nesses casos, pode ser necessária a contratação de outro profissional farmacêutico, seja para as atividades clínicas, seja para desempenhar as demais funções de responsabilidade técnica.

Em se tratando de consultórios independentes, a estrutura de RH adequada é outra. Parte-se da necessidade de uma secretária, incumbida do agendamento e do controle das informações dos pacientes.

Em alguns casos, dependendo dos serviços ofertados, uma auxiliar de enfermagem pode contribuir na realização e procedimentos, como determinação de parâmetros fisiológicos e bioquímicos, realização de pequenos curativos ou ainda na aplicação e administração de medicamentos e vacinas. Em ambos os casos, os serviços devem ser prestados e coordenados por um farmacêutico com formação clínica.

Seleção de pessoal

Caso o empreendedor não seja farmacêutico clínico, o primeiro critério é selecionar um profissional com essa qualificação. Este profissional deve ter competências não somente em práticas clínicas e em farmacoterapia, mas também em gestão, que o permitam atender aos pacientes e administrar todo o processo de cuidado com eles.

Os demais profissionais devem ser selecionados de acordo com os critérios de cada empresa. Entretanto, é importante se avaliar o nível de credibilidade e confiança que esses profissionais depositam nos serviços ofertados, pois serão fundamentais no estabelecimento de relações de cuidado ao paciente.

Itens essenciais antes de abrir o consultório farmacêutico

Basicamente:

  • Infraestrutura completa;
  • Regulamentação fiscal e sanitária;
  • Farmacêutico clínico com competências em gestão;
  • Equipe de RH treinada;
  • Divulgação à sociedade e aos demais profissionais da saúde da região.

Inauguração

A inauguração pode ser explorada em dois focos: o público-alvo, ou seja, a população em geral; e os profissionais de saúde prescritores. Assim, o importante é demonstrar a natureza do consultório farmacêutico como estabelecimento prestador de serviços de saúde. Campanhas educativas em saúde podem estabelecer melhor esse contexto.

O velho e tradicional modelo com palhaços, pipocas, algodão doce e bexigas coloridas pode chamar a atenção, mas não transfere mensagem alguma nem tão pouco marca a natureza do negócio junto ao público-alvo, portanto são desaconselhados.

Divulgação à comunidade

Esta também deve ser uma abordagem dupla: focada na população e, diferentemente, aos profissionais prescritores. No primeiro caso, esclarecendo quanto aos benefícios e vantagens dos serviços oferecidos. No segundo, apresentando as contribuições que tais serviços podem proporcionar à qualidade dos tratamentos dos pacientes.

Fonte: ictq

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